terça-feira, 26 de setembro de 2017

This is Us

Já me tinham dito que a série era boa e eu deixei passar. Por preguiça, porque não tinha apanhado os primeiros episódios e sei lá mais o quê. Um domingo destes liguei a televisão de manhã e, no meio do zapping do costume, apanhei o primeiro episódio. Resultado: vi quatro episódios de seguida. Neste momento, já vi a primeira temporada e confesso: estou viciada.



A série é boa, é muito bem escrita e os actores são fantásticos. E nas conversas deles não há nada que eu diga: aquilo não é possível ou é disparatado. E isso é bom. Sentimos que estamos mesmo a acompanhar uma família com todos os seus altos e baixos. Afinal, ter trigémeos deve dar as suas dores de cabeça. Os casamentos podem não resistir ao tempo. As responsabilidades da vida adulta são terríveis. E esta série tem tudo isto. As alegrias e as tristezas. As inseguranças. É uma história de pessoas. E eu gosto muito destas histórias, as pessoas têm tanto por onde nos surpreender.


Em relação às personagens: estou encantada com o Randal e o William. Para mim, são perfeitos.

Eu sei que este post vem atrasado, mas chega mesmo a tempo da estreia da nova temporada e quem conseguir ainda pode fazer uma maratona e ver a primeira temporada de uma vez só. Se optarem por este caminho aconselho a companhia de um pack de lenços e um chocolate para confortar a alma. Mas seja como for, vejam que é muito bom. Mesmo.

This Is Us
FOX Life
2ª Temporada estreia no dia 25 de Setembro às 22h20

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A televisão e os mais novos


Todos nós já vimos os pais porem o tablet em cima da mesa no restaurante à frente do filho com os respectivos videos da Xana Toc-Toc para poderem jantar mais descansados. Já todos nos espantámos com uma criança de 4 ou 5 anos ser capaz de trabalhar com um tablet, um smartphone ou qualquer um destes aparelhos de forma extraordinária. 
Pois é, tudo isto está a ter resultados, segundo alguns artigos publicados na imprensa especializada o entretenimento para crianças tem se vindo a transformar ao longo dos anos. 




Nós não passamos sem o Willy Fog, sem o Dartacão, sem a Rua Sésamo e sem tantos outros programas que fizeram as delícias da nossa infância, sempre sentados frente à nossa televisão, actualmente, as crianças são mais propensas a usar a internet do que qualquer outra geração, segundo o OFCOM (Office of Communications) o uso da Internet ultrapassou a televisão pela primeira vez como passatempo media para crianças no Reino Unido.
Uma pesquisa da OnBuy revelou que 77% dos pais preferem que os seus filhos vejam televisão regularmente em vez do tablet, enquanto 94% dos pais pensam que as crianças passam muito tempo nos seus dispositivos electrónicos.
Em 2015, 25% dos menores de três anos tinha o seu próprio dispositivo de media, como um tablet ou uma consola, e 37% dos três a cinco anos de idade também tinham o seu próprio dispositivo, o que me soa sempre estranho, eu via televisão na sala com o resto da família e tive uma televisão no meu quarto aos 16 anos, uma televisão que tinha vindo de casa da minha avó.

Com a quantidade de aplicativos disponíveis de jogos para crianças no Apple 'App Store' e Android 'Google Play', as crianças têm muita escolha.
De acordo com as estatísticas divulgadas pela Statista, no espaço de dois anos (Janeiro de 2015 a 2017), as aplicações na App Store cresceram quase um milhão. Em Junho a Apple App Store tinha 2.200.000 aplicativos e o Google Play tinha ainda mais - 3.000.000. 
Eu sei que do alto dos meus quarenta anos lembro-me de poder alternar entre a RTP1 e a RTP 2, mas aqui em casa há quem já seja do tempo dos quatro canais e que recorde com felícidade uma juventude com a possibilidade de escolha entre o “Saved by the Bell” na TVI ou a “Buffy” na SIC. 



Não é de admirar que as crianças prefiram os dispositivos electrónicos à televisão quando há tantos aplicativos disponíveis com o clique de um botão!

Na sua pesquisa, a Onbuy.com tentou estabelecer uma relação entre o aumento do uso digital por parte das crianças e o declínio dos programas de televisão infantil. 
A OnBuy perguntou a pais com crianças até 15 anos se eles permitiram que seus filhos pequenos jogassem em dispositivos eletrónicos.
De acordo com a pesquisa, 64% dos pais preferem que as estações de televisão gastem dinheiro na televisão infantil, em vez de aplicações electrónicas de forma a evitar o vício.
77% dos pais preferiam que os seus filhos assistissem a  programas de televisão, em vez de jogar em dispositivos electrónicos horas a fio. Quando a Onbuy.com perguntou aos pais por que é que eles permitiram que seus filhos jogassem em tablets e consolas de jogos durante longos períodos de tempo, ao longo de uma semana, os pais tinham quatro respostas principais:
Eles não permitiram que as crianças jogassem em dispositivos electrónicos por longos períodos de tempo (14%)
Só permitiram o seu uso para fins educacionais (29%)
Para entretenimento, socialização e descompresão (22%)
Claro que é conveniente para os pais poderem manter os filhos entretidos e silenciosos enquanto arrumam a casa, cozinham ou trabalham.
A investigação de OnBuy sobre a "infância digital" é indicativa da pesquisa da OFCOM, que ilustra como apenas uma em cada 10 crianças da chamada "geração do iPad" é rotulada como "saudável" pelos pediatras.
O Hospital Nightingale, em Londres, tratou crianças de até doze anos com "dependência de tecnologia", e as crianças até aos sete anos estão a desenvolver corcundas e a coluna torta devido a longas horas em dispositivos como smartphones.

Em Inglaterra, devido ao aumento da tecnologia, houve um declínio aparente nos horários de programação infantil na televisão. Além disso, em 1998, as repetições de programas infantis de televisão representaram 38% da televisão infantil, em 2011, o número aumentou acentuadamente para 91%.

A Onbuy identificou que, de acordo com a BBC, nos últimos seis anos, o número de crianças a ver programas de televisão caiu mais de um quarto.
Na tentativa de revitalizar a televisão infantil, a BBC afirma que, nos próximos três anos, 31,4 milhões de libras serão gastos on-line para combater a concorrência de canais americanos, como a Netflix e a Amazon Prime.
O novo conteúdo incluirá vídeos, programas on-line ao vivo, blogs, vlogs, podcasts, questionários, guias, jogos e aplicativos para atrair as gerações mais novas que estão se tornando mais experientes em tecnologia. 

sábado, 2 de setembro de 2017

O Bom Inverno

A preparar as leituras de férias, entrei numa dessas livrarias que todos conhecem e folheei livros, li sinopses, mexi e remexi. Quando saí, "O Bom Inverno" de João Tordo estava no meio das minhas escolhas. 

Foi o segundo livro de João Tordo que li e conseguiu superar todas as expectativas que eu tinha. O primeiro já me tinha deixado rendida, mas este conseguiu entrar para a lista dos meus favoritos. Há qualquer coisa na escrita dele que me prende e este narrador que vai fazendo apontamentos à sua própria narrativa e que usa uma bengala como o médico da televisão conseguiu levar-me na sua história. E eu estava sempre desejosa de continuar a acompanhá-lo, de ter um tempinho livre para voltar a agarrar no livro. É bom quando isto acontece, é pena é ser tão raro, mas João Tordo consegue fazê-lo de uma maneira que parece ser a coisa mais simples do mundo. 


A história começa em Portugal, onde o narrador recebe um convite para um encontro literário na Hungria. Aí conhece um grupo de personagens que acabam por levá-lo para Itália ao encontro de um extravagante realizador de cinema. E neste ponto, quando achamos que sabemos perfeitamente como é que a história vai evoluir, João Tordo puxa-nos o tapete com uma morte inesperada e uma procura pouco comum por descobrir quem é o assassino. Há um bocadinho de thriller e suspense, algo que nos faz suster a respiração enquanto lemos. Como se isso nos fizesse chegar mais rápido às respostas que nascem no livro. E depois temos o final que consegue deixar-nos presos à história mesmo quando já não há mais para ler.

Acho que não preciso de dizer muito mais, pois não? Leiam, eu acho que vale muito a pena.



O Bom Inverno
de João Tordo
Publicações Dom Quixote
Capa da autoria de Rui Garrido
2010



quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Mais "Friday Night Dinner"


Eu sou um fã confesso de televisão, sobretudo da que é produzida em Inglaterra, e aqui em casa tenho sido seguido em algumas das coisas que tenho mostrado, mas uma das séries pela qual ficámos os dois apaixonados à primeira vista foi o “Friday Night Dinner” do Channel 4.

A série é brilhante em escrita, representação, produção, o timming dos actores é brilhante, é uma série completa e tão, mas tão divertida.

E a grande notícia foi que, depois de uma quarta temporada que anunciava o seu final, a produção anunciou que a série vai regressar em 2018.

“Friday Night Dinner” é uma produção da Big Talk Productions e Popper Pictures com Tamsin Greig, Paul Ritter, Simon Bird e Tom Rosenthal que são a família Goodman Family, e Mark Heap que é o extraordinário vizinho Jim.

“Friday Night Dinner” é escrito e produzido por Robert Popper, que tem entre os seus trabalhos “Look Around You”, “Peep Show”, “South Park”, “The Inbetweeners”, “Him & Her” e a também genial “The IT Crowd”. 

A série começou em 2011 e ganhou Best Situation Comedy no Rose D’Or Festival 2012 e foi nomeado para Best Situation Comedy e Best Female Performance in a Comedy para Tamsin Greig nos BAFTA. Tendo estado nomeado para vários outros prémios dos quais ganhou também o Best Comedy writer para Robert Popper no The Royal Television Society Award 2012.

“Friday Night Dinner” vai ser gravado no incio de 2018 para ser transmitido a meio do ano no Channel 4.

Em Portugal tenho a sensação que só passou a primeira temporada na RTP com o nome “O Jantar das Sextas-Feiras” em 2013. Era muito bom que conseguissem as restantes temporadas porque é mesmo uma série que vale a pena!


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Arroz de cogumelos e chouriço com parmesão


Cozinhar é uma questão de sensibilidade, as receitas que aqui vamos deixando baseiam-se nas nossas experiências e naquilo que vamos fazendo ao testar certas coisas, depois fica ao sabor de cada um, à sensibilidade de cada um, mais um bocadinho de sal, mais um toque de pimenta, talvez mais água, tudo depende do que se sente no momento.
Este arroz de cogumelos e chouriço foi feito tendo em mente uns maravilhosos cogumelos Paris comprados no Mercado de Alvalade e um Chouriço de produção própria do Talho do Mercado do Cartaxo. As ervas que usamos nesta receita são do nosso quintal e, como tudo, podem ser substituídas por outras que sejam mais do gosto de quem estiver a cozinhar.

Ingredientes
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de vinho tinto
Meio Chouriço em rodelas finas
500gr de cogumelos Paris frescos cortados em quartos
Sal a gosto
1 colher de café de pimenta Caiena
1 folha de louro
Salsa
Cebolinho
2 copos de arroz agulha
4 copos de água
Queijo Parmesão

Preparação
Leve ao lume um tacho com azeite, cebola picada, chouriço em rodelas, louro, salsa, cebolinho, os dentes de alho picado, o sal e a pimenta caiena, quando a cebola estiver transparente adicionar o vinho tinto, mexer até o  o vinho evaporar.
Juntar os cogumelos e deixar cozinhar durante 5 minutos. Juntar a água já quente e deixar ferver, depois, juntar o arroz, mexer e tapar o tacho. Deixar evaporar a água. Quando a água tiver quase toda evaporada juntar o queijo parmesão cortado aos bocadinhos e mexer bem. Voltar a tapar de deixar mais um minuto. Et voilá!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Mercado de Alvalade


Eu cresci numa aldeia. Ir ao mercado era o normal. Não se compravam frutas e legumes no supermercado, mas sim na banca daquela senhora que conhecemos desde sempre. Talvez seja por isso que gosto tanto de mercados. Do cheiro do peixe com as frutas e legumes, das vozes altas, da confusão.

Este fim-de-semana decidimos trocar de mercado. Eu sei, não é a opção mais ética. Quando se fazem compras no mercado há uma relação de amizade com a banca onde vamos todas as semanas, com o senhor onde se compram os queijos. Há um ritual. Mas porque não aproveitar uma visita a Lisboa para mudar de ares?

Foi o que fizemos. Escolhemos o bairro onde passei os anos de faculdade e lá fomos nós. Tenho a dizer que o Mercado de Alvalade está lindo. Mesmo.


Muitas bancas estavam fechadas por causa das férias, mas as que estavam abertas deixaram-me fascinada. A diversidade de produtos é incrível. Senti que estava num daqueles mercados de Londres que o Jamie Oliver apresenta nos seus programas tal era a variedade de produtos. Tinha um bocadinho de tudo. Caril, cogumelos frescos, marisco, peixe, queijo, ovos caseiros, pão, pimento italiano, uvas, morangos e mais um sem fim de coisas. Talvez tenha esta sensação porque estou acostumada a ir a um mercado mais pequeno, só com os produtos tipicamente portugueses e sem bancas de peixe, mas fiquei fascinada com esta descoberta.

O mercado está animado. As pessoas são simpáticas, tanto os vendedores como os clientes, e dá vontade de ficar por lá. Beber um café, comer um pão com manteiga e aproveitar a manhã de sábado com calma. Sem a pressa de voltar para casa ou de despachar as mil e  uma coisa que temos sempre em lista de espera.


Depois de um passeio pelo mercado e de espreitar as bancas todas decidimos fazer as nossas compras. Fomos muito bem recebidos. Tão bem recebidos que saímos de lá com três sacos de duas bancas diferentes. Meia melancia a que não consegui resistir depois da senhora me dar um bocadinho para provar (sou uma vendida a estes pormenores) e dois sacos com cheirinhos que ofereceram numa das bancas. Tenho salsa e coentros (se calhar dava jeito descobrir qual é qual). Também trouxemos um caril com um cheiro fantástico, tomate seco e ananás desidratado. 

Para a semana volto ao mercado habitual e à banca onde já me conhecem os gostos, mas um dia destes faço outra visita a Alvalade. Aliás qualquer desculpa é boa para lá voltar.


E vale a pena tirar uns minutos para ler a informação sobre o mercado e sobre quem está atrás das bancas. Em alguns casos são a terceira geração a trabalhar ali e algumas famílias têm duas bancas. Temos a sensação que estamos no meio de uma grande família e isso é tão bom.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Os Gremlins estão a caminho!


Parece que os bichinos estão de volta! Segundo Chris Columbus o trabalho do argumento de Gremlins 3 está avançado e pronto para começar a rodagem.

Tudo isto depois de em Gremlins 2 tudo levar a crer que a saga estaria terminada com Hulk Hogan a ajudar a exterminar as criaturas. 

Segundo Chris Columbus este seu novo argumento faz uma pergunta que tem estado na cabeça de muitos fãs desde o filme original: se todos os Gremlins nascem depois do Gizmo ser molhado e alimentado, deverá ser o Gizmo eliminado? 

O que vai levantar uma quantidade de questões éticas, o Gizmo não fez mal nenhum, é a negligência humana que o faz ficar molhado e dar à vida os tenebrosos mogwai. No entanto, mesmo Columbus acredita que nem o adorável Gizmo valha o risco. 

“Acho que vale a pena ser honesto," disse Columbus “Há muita gente a morrer.”

Columbus diz que o argumento regressa ao tom macabro do filme original, onde os crimes cometidos pelos monstros, juntamente com o filme "Indiana Jones and the Temple of Doom" fizeram com que na América fosse criado um novo estilo de classificação etária, o PG-13.

“Estou muito orgulhoso do argumento” disse Columbus. “É negro e rebuscado, vamos ver. Há sempre a questão monetária que vai decidir quando iremos filmar. Eu queria voltar à sensibilidade retorcida do primeiro filme. É algo em que me sinto muito confortável. Tenho esperança de que iremos ver o filme brevemente."

Columbus também assegurou aos fãs que o filme usará animatrónicos e não CGI, usando portanto o estilo mais semelhante ao que aconteceu nos filmes anteriores.

“Sem dúvida, teremos o mínimo de CGI. Vamos usar efeitos visuais só para tirar os fios e facilitar a vida dos marionetistas”.

Por aqui estamos em ânsias para a estreia deste Gremlins 3!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Elvas, em descanso no Alentejo


Quando começámos a procurar um sítio para ir passar uns dias de férias, Elvas não estava no nosso radar, mas depois de uma breve pesquisa descobrimos que esta cidade do Alentejo tem muito que ver, é um excelente sítio para descansar e o já habitual apelo do Alentejo e da sua tão tradicional gastronomia chamava por nós.


Depois de uma breve pesquisa on-line descobrimos o Hotel de Santa Luzia, mais conhecido como Pousada de Elvas, que tem a curiosidade de ter sido a primeira das Pousadas de Portugal a ser inaugurada em 1942 numa cerimónia com António Ferro, sendo um trabalho do arquitecto Miguel Jacobetty Rosa tendo sido posteriormente alvo duas vezes de obras de expansão e recuperação.  




Hoje, o Hotel de Santa Luzia é um espaço de descanso e de relax com uma belíssima piscina e um pequeno almoço muito bom, além de restaurante, que não experimentámos mas dizem ser excelente, e que é o berço do Bacalhau Dourado e da junção da Sericaia com a Ameixa de Elvas.


Por sua vez Elvas tem muito para ver e o tempo que lá estivemos foi pouco para conseguirmos ir a todos os sítios, no entanto conseguimos ver o Museu Militar, um espaço carregado de história e que nos transporta às várias guerras em que Portugal esteve presente, aos vários departamentos que compõem o exercito português e que acolhe uma notável colecção de veículos militares e de artilharia.

Fomos também ao Museu de Fotografia João Carpinteiro, com uma invejável colecção de máquinas e material fotográfico, mas que nos deixa um amargo de boca pela falta de imagens, fotografias, documentos, enfim, todo um lado mais documental que pudesse complementar a colecção do Museu.


Um espaço a visitar sem falta é o Museu de Arte Contemporânea, com uma excelente colecção em exposição permanente com obras de nomes como Ana Vidigal, Joana Vasconcelos, João Onofre, João Tabarra, Jorge Molder, José Pedro Croft, Noé Sendas, Nuno Cera, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Rui Chafes, Sofia Areal, Susanne Themlitz, entre tantos outros

Um dos pontes fortes de Elvas são as suas ruas, as casas, todo o ambiente dentro das muralhas e o cheiro que vem dos vários restaurantes que vão aparecendo esquina sim, esquina sim.



Logo na nossa primeira noite fomos à Adega Regional um belíssimo restaurante com uma excelente Sopa de Tomate.



Para almoçar no dia seguinte e (por terem sido tão simpáticos) nos outros dias também, escolhemos O Girassol, um restaurante pequenino, familiar, com preços muito em conta (um menu do dia) e com um dos melhores pudins que alguma vez provámos.





Mas a grande surpresa gastronómica desta viagem ficou reservada para a última noite que passámos em Elvas, foi na Tasquinha Alentejana, um restaurante tradicional alentejano onde comemos uma excelente sopa de tomate com bacalhau e ovo, uma açorda alentejana com bacalhau e uma migas que estavam extraordinárias! Este é, sem dúvida, um restaurante que vale a pena visitar!

domingo, 19 de julho de 2015

Hoje temos... Risotto de Cogumelos

Aqui em casa temos uma lista interminável de séries e filmes que queremos ver e quando chega a altura de decidir o que vamos ver escolhemos sempre outra coisa qualquer. Para tentar combater esta preguiça (porque é preguiça) decidimos combinar uma noite diferente: um de nós escolhe um filme e o outro não pode reclamar, vê e pronto.

Para melhorar a noite decidimos que um escolhe um ingrediente e o outro tem de fazer o jantar com esse ingrediente (sem reclamar).

Ora na primeira noite ele escolheu o ingrediente e eu escolhi o filme e fiz o jantar.

O ingrediente escolhido: Cogumelos. 
O filme da noite: A Origem, do Christopher Nolan.

O resultado: Risotto à la Nolan!



Quando soube que o ingrediente era cogumelos lembrei-me logo de risotto. Fiz a medo porque nunca tinha provado o prato, mas não resisti a experimentar. A receita foi inspirada na receita que o José Avillez deu no programa "O Chef sou eu" da Rádio Comercial (sou viciada no programa), mas adaptada ao que tinha cá em casa (ir às compras sem lista dá nisto)



Ingredientes
Cogumelos Paris
Cogumelos Portobello
Arroz para Risotto
Vinho Branco
Queijo Parmesão
Manteiga
Cebola 
Azeite
Sal

Preparação
Cozi metade da mistura de cogumelos e guardei o caldo.
Cortei o resto dos cogumelos, salteei em azeite e guardei.
Cortei a cebola e refoguei em azeite. Quando ficou translúcida juntei o arroz e envolvi no azeite. Depois juntei o vinho branco e quando evaporou comecei a juntar o caldo dos cogumelos aos poucos sem nunca deixar de mexer. Quando o arroz ficou pronto juntei os cogumelos salteados e deixei terminar a cozedura.
Quando ficou pronto tirei do lume, juntei manteiga e queijo parmesão ralado.


Segundo as opinião recolhidas estava muito bom (eu gostei, mas não tenho como comparar). Um dia destes arrisco outra receita de risotto. :)




terça-feira, 7 de julho de 2015

Jantar sem olhar para relógio

Já nos tinham dito maravilhas sobre a Taberna Ó Balcão, mas demorou até irmos experimentar. O tempo é pouco e há sempre uma desculpa ou outra para não ir. No outro dia, esquecemos as desculpas e fomos até Santarém jantar. Temos de ser sinceros, valeu a pena.

O espaço é pequeno, mas muito simpático e cheio de pormenores. Tem um menino da lágrima, uma parede cheia de pratos que parecem ter saído do armário da nossa avó, garrafas de vidro antigas e uma colecção de anúncios de outros tempos. Convida a ficar, a ver os pormenores todos e a aproveitar a noite.



Escolhemos vários petiscos para ir provando: croquete de toiro com mostarda (a carne de toiro foi uma agradável surpresa), peixinhos da horta, ovos de tomatada (o sabor fazia lembrar as sopas com batatas que a minha avó costumava fazer) e mais uns quantos, quanto mais experimentávamos mais vontade tínhamos de continuar a comer.

A comida é servida sem pressas o que contrasta com o dia-a-dia em que andamos sempre a correr de um lado para o outro, mas é muito bom poder desligar da correria. Convida a saborear sem pressas, sem olhar para o relógio e a aproveitar a conversa e não há melhor sítio para pôr a conversa em dia do que à volta da mesa.






Não resistimos a provar o famoso hambúrguer, mas acho que temos de voltar porque eu preciso de provar outra vez, só para confirmar que é mesmo bom, claro. :)